HISTÓRICO PHILIPPE GASNIER  

Até se tornar profissional em 2003, Philippe Gasnier foi, desde 1997, um membro ativo da equipe nacional da Confederação Brasileira de Golfe (CBG), ele representou o Brasil em diversos campeonatos internacionais na Europa, EUA e América Latina e principalmente nos Mundiais Amadores de 1998 (Chile), 2000 (Alemanha) e 2002 (Malaysia).
 

Apresentando um jogo técnico e altamente eficiente desde a adolescência, rapidamente ele chegou a um handicap de destaque (+1) e a vice-líder do ranking nacional amador, em 1997. Neste ano obteve resultados excepcionais para um golfista que ainda dividia o esporte com os estudos no exterior. Depois de conquistar o Campeonato Brasileiro Juvenil chegou a 10a. colocação no concorrido Junior World Championship, em San Diego.

No ano seguinte conquistou a liderança absoluta entre os golfistas brasileiros, repetindo o feito em 1998, 1999, 2000 e 2002.

Conhecido com muito carinho, pelo apelido de “GAGÁ”, Philippe Gasnier nasceu, em 31 de julho de 1979, no Rio de Janeiro, filho de pai francês e mãe brasileira (Santa Catarina); Gaga tem dupla nacionalidade. Desde pequeno mostrou um vivo interesse para as atividades desportivas, esqui aquático, futebol, freqüentou a escola dos jovens talentos do Flamengo e equitação. Mas só aos 13 anos ele descobriu o Golfe, no Itanhanga Golf Club no Rio de Janeiro, onde passara sua infância.

Em 1998, já consciente que o golfe ocuparia um lugar importante em sua vida, Philippe foi passar o ano na cobiçada Academia de golfe LEADBETTER, em Bradenton, na Florida, nos EUA.

Em 1999, venceu o XIX Américas Cup, em Miami, o Bolívar Cup, em Caracas, e o Mercosul Championship, disputado no Paraguai. Mais uma vez, estimulado pelo golfe, Philippe foi estudar nos EUA (Paris, TEXAS) em 2000 e 2001 onde conseguiu uma bolsa de estudos para participar, com vaga garantida, no team universitário. Mas em setembro de 2001, com o falecimento de sua mãe, interrompeu, por um tempo, esse caminho norte americano. Regressando ao Brasil, se recolheu consigo mesmo junto de sua família, até maio de 2002, quando ele voltou a jogar, vencendo logo, o Aberto de Brasília.

No Brasil, Philippe foi também Vice-Campeão Amador em 1997, 2000 e 2002 e no seu ultimo ano como amador em 2002, venceu os Abertos do Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, e Brasília. Campeão do Campeonato Brasileiro Match Play, ele integrou-se a equipe brasileira na espetacular vitória na Copa Los Andes, Campeonato Sul Americano, consierada por ele, sua maior importante conquista, da época de amador.

Aos 23 anos de idade, tomou a decisão de profissionalizar-se, por decorrência natural de uma carreira vitoriosa e em permanente ascendência. Entrou no mundo profissional com chave de ouro, vencendo logo de ¨cara¨ o Torneio de Classificação da CBG - PGA Brasil. No mesmo ano, Philippe anotou um admirável feito em sua promissora carreira, estabelecendo um novo récorde no campo do Itanhanga Golf Club, jogando 18 strokes abaixo do par em apenas 3 dias de competição do Campeonato Aberto do Estado do Rio de Janeiro.

No seu primeiro ano como profissional, acabou como vice-lider do ranking nacional.

2004 foi o primeiro ano que Philippe passou morando nos EUA como profissional, jogando 22 torneios do GOLDEN BEAR TOUR, passou 70% dos cuts terminando dentro dos 30 primeiros colocados. No final do mesmo ano, voltou para o Brasil, ganhou o Aberto do Brasil-Trump Open e terminou, de novo, vice-lider do ranking nacional.

Em 2005, afim de adquirir mais experiência, se dividiu entre os EUA e o TOUR de LAS AMERICAS. No total jogou mais de 35 torneios, 8 mondays qualifying, e se classificou em 5 para ter acesso aos famosos torneios do PGA / NATIONWIDE. No TOUR de LAS AMERICAS jogou 50% dos torneios e chegou a ocupar o 8o. lugar , terminando o ano em 15o. No Brasil jogou pouco, mas mesmo assim terminou o ano em 1o. lugar do ranking nacional profissional.

Ao longo desses 3 anos de profissionalismo, Philippe jogou sempre abaixo do par médio, 70,4 em 2003, 71,5 em 2004 e 70,7 em 2005, passou , em media 75% dos cuts fora do Brasil e todos nos torneios brasileiros.

Dono de uma personalidade forte, porém introvertida, não gosta muito de demonstrar suas emoções, mas, apesar disso é uma figura bastante carismática; com poucas palavras ele consegue cativar as pessoas. Extremamente generoso com as pessoas que ele gosta e muito fiel nas suas amizades. Com um enorme poder de concentração, aprimorado, principalmente quando se tornou profissional, sempre contou com o apoio permanente e necessário de psicólogos, para se tornar o atleta de alto nível que é hoje.

Philippe é um jogador que se caracteriza pela experiência, agressividade no bom sentido da palavra e tranqüilidade, adquiridas através da maturidade emocional, Gaga se destaca pela raça para sair de situações difíceis e remontar resultados adversos, não só no golfe, como na vida !